Louis Vuitton transforma a Cour Carrée do Louvre em palco cultural da Paris Fashion Week
No início de março de 2026, o Louvre voltou a ser mais do que um museu: tornou-se cenário de um dos momentos mais comentados da Paris Fashion Week. A maison Louis Vuitton apresentou sua nova coleção feminina na histórica Cour Carrée, transformando o pátio renascentista do palácio em um grande teatro contemporâneo da moda.

Aurore Marechal/Getty Images
O desfile reuniu figuras do cinema, da música e da moda internacional, reforçando o papel do Louvre como um dos lugares mais simbólicos da cultura francesa. Sob a direção criativa de Nicolas Ghesquière, a coleção explorou referências ao folclore e às culturas nômades, com silhuetas dramáticas, tecidos volumosos e acessórios inspirados em objetos de viagem.
O cenário do desfile foi particularmente marcante: uma instalação cenográfica inspirada em paisagens montanhosas que contrastava com a arquitetura clássica do pátio do Louvre. O diálogo visual entre moda contemporânea e pedra histórica criou um efeito poderoso, lembrando que Paris sempre soube transformar seu patrimônio em palco de criação.
Para os observadores da vida cultural parisiense, esses eventos revelam uma dimensão muitas vezes esquecida do Louvre: o museu não é apenas um lugar de contemplação do passado. Ele é também um espaço ativo da cultura contemporânea.
Quando grandes maisons utilizam seus pátios históricos, o que se vê é uma espécie de continuidade simbólica. O palácio que já foi residência de reis, depois templo da arte universal, hoje também participa da criação cultural do presente.
E entre os destaques, Zendaya brilhou em um look branco total — símbolo de elegância contemporânea em meio à grande pirâmide ícone do museu.
Para os visitantes que caminham pelo museu ou pelos jardins das Tuileries, esse encontro entre arte, arquitetura e moda reafirma uma ideia profundamente parisiense: no Louvre, a história nunca está completamente terminada.